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Chamado de "trovador contemporâneo",o compositor, cantador e instrumentista Ricardo Dutra e o Quinteto Aralume, de música instrumental brasileira, estreiam o espetáculo Canteiro de Alumiá, levando ao palco 11 músicas inéditas que celebram a parceria inusitada entre as canções de Ricardo e os arranjos elaborados pelos músicos do Quinteto. De maneira poética e imbuídas de lirismo melódico, os temas das composições abordam essencialmente a natureza, a vida e o amor, unidas ao refinamento artesanal dos arranjos, que proporcionam a este trabalho uma timbragem armorial e o primor da música de concerto.

Durante sete meses, eles se encontraram para unir duas vertentes musicais tão distantes quanto próximas: a cantoria e a música de câmara. A inspiração para a parceria surgiu depois que Ricardo Dutra assistiu a uma aula espetaculo do Quinteto Aralume, que realizava uma homenagem a Antonio Madureira, líder do Quinteto Armorial, grupo que fez sucesso na década de 1970, ao criar uma música erudita brasileira de raízes populares. O Quinteto Armorial nasceu no contexto do Movimento Armorial, idealizado pelo escritor Ariano Suassuna, este movimento cultural surgiu no Recife e se espalhou pelo Brasil.

O nome do espetáculo Canteiro de Alumiá merece uma explicação. A palavra canteiro neste espetáculo traz seus diversos significados, o canteiro de obra, o canteiro de cantaria (arte de talhar pedra), e também o canteiro de flores, sendo a flor um elemento poético bem utilizado nas letras das canções. Todos estes canteiros representam o Canteiro de Alumiá, um lugar de tarefa e lapidação desta obra musical, que alumia com o encatamento das canções que nele brota e fecunda.


O Espetáculo Canteiro de Alumiá é o resultado do processo de criação do projeto Ricardo Dutra e Quinteto Aralume, fomentado pelo Edital de Apoio a Criação Artística-linguagem música da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.